quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

CD - Green Day - "¡Tré!" (2012)



(Se você ainda não conferiu as antigas resenhas, eu recomendo as ler para um melhor entendimento!)

Como dito anteriormente pelo próprio Billie Joe Armstrong, o álbum seria o “gran finale” de toda a trilogia. E como toda boa trilogia, conseguiu prender seus fãs até seu lançamento (antecipado para Dezembro de 2012), incorporar aspectos dos 2 álbuns previamente lançados, e ainda ser original.

O álbum mescla a sonoridade indie e pop-punk de “¡Uno!” com o “garage rock” de “¡Dos!” – é verdade – mas, ainda assim, consegue ser caprichoso. Entre os 3, é o que mais apresenta influências de um quase esquecido “ópera rock”.

O início do “fim” é feito com “Brutal Love”. Com certeza, o álbum já começa impressionando bastante. Violinos, metais, coros de Mike Dirnt e cia., e até um pequeno solo vocal de Billie Joe, seguido por uma virada marcante de Tré Cool, na bateria.

Conforme o álbum vai se desenvolvendo, notamos as influências dos antigos álbuns da banda. Para quem é fã de carteirinha – assim como eu – é quase que um “revival” de tantas fases do grupo. Mas isso não é uma coisa ruim. Muito pelo contrário!

O final é de cair o queixo. Depois de tanto Rock N’ Roll, a última música é tocada com um piano e repleta de arranjos de violinos. Amazing!

Muito se discutiu sobre o fato da banda punk ter lançado 37 músicas em menos de 4 meses. Diziam que era muito o que se escutar em pouco tempo, e que as pessoas não conseguiriam escutar todo o material...

Na minha opinião, isso tudo é bobagem! Vale bastante a pena escutar todas as músicas, ou seja, os 3 álbuns da trilogia. Fiz questão de escutá-los várias vezes para poder trazer uma melhor impressão aqui para vocês - por isso demorei um pouco para escrever esta resenha.

Pode ser que “¡Tré!” seja, inclusive, o futuro “som” da banda americana. O por quê desta incerteza é bem simples. Quando o trio verde parecia já esquecido (anos 2000), eles lançaram o premiadíssimo “American Idiot” - importante, não só para a carreira da banda, mas também para o Rock. Ou seja, não há como prever os passos desses caras.

“Foi a última vez em que eu vi Rock N’ Roll de verdade na MTV”

Show surpresa em pleno Reading Festival 2012

Curiosidades:

  • Tré Cool, baterista e capa do álbum, completou 40 anos de idade próximo ao lançamento do mesmo.


  • “The Forgotten” é trilha do filme “Amanhecer – Parte 2. Ironicamente, o filme marca o fim da saga Crepúsculo.


  • Recentemente, em um evento realizado durante a edição deste ano dos X Games - em Aspen, Colorado - foi lançado o documentário "¡Cuatro!" (sim, o nome foi alterado), que mostrará um pouco sobre os bastidores das gravações dos 3 álbuns. Vou deixar o trailer no video abaixo, para vocês:



.: Tracklist :.

1 – “Brutal Love” (Ouvir)
2 – “Missing You” (Ouvir)
3 – “8th Avenue Serenade” (Ouvir)
4 – “Drama Queen”
5 – “X-Kid” (Ouvir)
6 – “Sex, Drugs & Violence”
7 – “A Little Boy Named Train”
8 – “Amanda”
9 – “Walk Away” (Ouvir)
10 – “Dirty Rotten Bastards” (Ouvir)
11 – “99 Revolutions” (Ouvir)
12 – “The Forgotten” (Ouvir)

Gostou?! Deixe seu comentário abaixo!

Curta o The Amazing Journey no FacebookClique aqui

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

CD - Tremonti - "All I Was" (2012)



O que fazer quando você compõe demais e suas músicas não encaixam nem no Creed e no Alter Bridge? Você as lança em um projeto solo! Ao menos foi essa a idéia de Mark Tremonti – guitarrista e membro fundador de ambas estas bandas.

Lançado no dia 17 de Julho de 2012, com influências do Trash Metal e do Hard Rock, o albúm é um baita de uma surpresa – misturando de forma bastante interessante melodia e instrumental pesado. As gravações começaram durante os 3 meses em que o vocalista Myles Kennedy (Alter Bridge) entrou em turnê com o guitarrista Slash, e Scott Stapp (Creed) estava em carreira solo.

O próprio Mark quem ficou responsável por assumir os vocais. E sim, diferentemente do que podíamos pensar, ficou excelente! A banda ainda conta com o baixista e guitarrista Eric Friedman (Creed/Projected) e o baterista Garrett Whitlock – ambos ex-membros da banda Submersed -, e que ficam responsáveis por deixar o albúm ainda mais reforçado. O baixista Brian Marshall (Creed/Alter Bridge) participou das gravações do álbum, porém, foi substituído por Wolfgan Van Halen (filho de Eddie Van Halen) durante a turnê de divulgação do disco - por motivos pessoais.

“Particularmente, como baterista, faço questão de destacar a bateria de Garrett em “All I Was”. Fui pego de surpresa e até mesmo “desprevenido” enquanto o escutava pela 1ª vez.”

Meus destaques vão para a pesadíssima “Wish You Well”, a melódica “The Things I’ve Seen” e a faixa de encerramento “Decay”. Além delas, deixarei em negrito ao final deste post algumas outras que, na minha opinião, não devem ser puladas.

As músicas presentes, por vezes, nos remetem às outras bandas de Mark. Porém, sem perder sua individualidade. De fato, ouso dizer que estas composições conseguiram manter a harmonia e o melódico do Alter Bridge e do Creed, mas que foram além no quesito “pesado”.

Pra quem é fã de músicas como “White Knuckles” (Alter Bridge) e “Bullets” (Creed), com certeza, deve dar uma conferida neste trabalho.


.: Tracklist :.

1 - "Leave It Alone" (Ouvir)
2 - "So You're Afraid" (Ouvir)
3 - "Wish You Well" (Ouvir)
4 - "Brains"
5 - "The Things I've Seen" (Ouvir)
6 - "You Waste Your Time" (Ouvir)
7 - "New Way Out"
8 - "Giving Up"
9 - "Proof"
10 - "All I Was" (Ouvir)
11 - "Doesn't Matter" (Ouvir)
12 - "Decay" (Ouvir)

Gostou? Deixe seu comentário abaixo!

Curta o The Amazing Journey no FacebookClique aqui