sexta-feira, 21 de março de 2014

CD - Alter Bridge - "Fortress" (2013)

Antes de começarem a ler, gostaria de pedir desculpas pelo longo espaço de tempo sem atualizações no blog. Apesar da alteração do layout, não consegui achar tempo para escrever sobre todos os álbuns que tive a oportunidade de escutar durante esse tempo sem o blog. Este aqui é um deles:

Quem acompanha o The Amazing Journey, sabe que já fiz uma outra postagem sobre o Alter Bridge para a parte de Sugestões de bandas do blog. Lá está um pouco da história da banda e de sua discografia. Mas, hoje, vou falar sobre o lançamento mais recente da banda.


Fortress foi lançado no dia 30 de Setembro de 2013, pela gravadora Roadrunner Records. Suas composições foram escritas ao longo dos 3 anos de pausa da banda desde o último álbum, ABIII (2010).

Durante este período, Myles Kennedy participou da turnê de divulgação de Apocalyptic Love (leia nossa resenha, clicando aqui), do guitarrista Slash. Já Mark Tremonti lançou seu projeto Tremonti e o álbum All I Was (leia nossa resenha, clicando aqui). Scott Phillips entrou em estúdio com sua outra banda, Projected. Brian Marshall, por sua vez, participou das gravações de All I Was, mas acabou sendo substituído na turnê.

Tantos projetos durante esse período, sem dúvidas, possuem um dedo de influência nesse novo trabalho da banda. Entretanto, além de tais projetos recentes, pude sentir, também, uma influência sonora mais antiga - principalmente em algumas letras e arranjos.

Nos últimos meses, tive a oportunidade de escutar os 2 CDs da banda The Mayfield Four. Pra quem não conhece, o quarteto fora a última banda da qual o vocalista Myles Kennedy participara, antes de ser convidado a assumir os vocais do Alter Bridge. A sonoridade de Fortress, por vezes, se assemelha à sonoridade mais Hard Rock do 2º álbum da banda, Second Skin (2001). (Vale apena dar uma conferida!)

Com canções mais elaboradas e trabalhadas, e com um instrumental pesado – não deixando de ser criativo -, Fortress foi recebido de forma muito positiva tanto pelos fãs quanto pela mídia especializada. As revistas Kerrang! e Total Guitar, por exemplo, deram ao álbum pontuação máxima (5/5 estrelas), afirmando que Myles e Mark estão ambos com força total, e que talvez não haja limites para onde a banda possa chegar por conta do novo álbum. E isso eu assino embaixo!

Review Fortress - Revista Kerrang!
Infelizmente, para os brasileiros que – como eu – gostam de comprar o CD como era feito antigamente, não será uma tarefa tão fácil. A Warner Music Brasil (empresa responsável pela venda e distribuição dos CDs e DVDs da banda no país), desde a época do lançamento de Fortress, afirmou que o álbum não será comercializado no país – completamente diferente, por exemplo, de seu antecessor ABIII. A minha cópia eu consegui no Ebay! (Fica a dica pra quem quiser)

Tal fato, felizmente, parece não abalar a boa recepção do público brasileiro, que parece, cada vez mais, conhecer e se interessar pelo trabalho dos caras. Vale ressaltar, inclusive, que – segundo o jornalista José Norberto Flesch – a banda chegou a negociar datas em território brasileiro, mas, devido aos shows de bandas como Guns N’ Roses e Metallica, as negociações esfriaram. Mas ainda existem esperanças de recebermos um show da banda ainda no ano de 2014.

Saiu hoje a confirmação de que, em Junho de 2014, sairá o 3º registro ao vivo da banda - já com algumas das faixas do álbum novo. "Live In Milan" será lançado em CD/DVD e Blu-ray, e contará com participações especiais, como a da cantora Lzzy Hale (Halestorm).

Enquanto isso, vamos escutando sua música - com os dedos cruzados, evidentemente, torcendo por uma possível visita da banda ao Brasil.


.: Tracklist :.

1 - “Cry Of Achilles” (Ouvir)
2 - “Addicted To Pain” (Ouvir)
3 - “Bleed It Dry” (Ouvir)
4 - “Lover” (Ouvir)
5 - “The Uninvited” (Ouvir)
6 - “Peace Is Broken”
7 - “Calm The Fire” (Ouvir)
8 - “Waters Rising” (Ouvir)
9 - “Cry A River”
10 - “Farther Than The Stream”
11 - "All Ends Well" (Ouvir)
12 - "Fortress" (Ouvir)

Outright (Bonus Track) (Ouvir)

Algumas impressões e curiosidades do álbum que gostaria de compartilhar:

  • Addicted To Pain - Primeiro single e a única a ganhar um clipe, até o momento. Principal faixa de divulgação do trabalho. Ganhou uma versão acústica (pois é, meio nada a ver, mas tá valendo!).
  • Lover - Uma "falsa balada" - vamos dizer assim. A medida em que a música anda, ela cresce. Boa!
  • The Uninvited - Instrumental dessa fala mais alto, pra mim. Boa participação de Tremonti nos backing vocals.
  • Calm The Fire - A introdução é uma pequena viagem, com elementos não muito explorados pela banda até então. Particularmente, minha favorita do álbum.
  • Water Rising - Dueto entre Myles e Mark, com Mark assumindo o vocal principal. Parece que o Tremonti, realmente, deu mais confiança ao guitarrista.
  • All Ends Well - Aquela música estilo "Life Must Go On" (ABIII), que vai fazer com que você repense toda sua vida durante seus 5:12 minutos de duração. Myles Kennedy mostrando o por quê de ser considerado um dos maiores vocalistas na atualidade - e o vocalista favorito do Slash, segundo o próprio. Esta vale o selo Amazing!
  • Fortress - Grand finale. Aquela música do disco que você espera ansiosamente porque ela vem pra arregaçar. E ela arregaça, fechando o álbum em alto nível.

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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

CD - Avenged Sevenfold - "Hail To The King" (2013)


Após o sucesso estrondoso de Nightmare, os meninos de Huntington Beach tocaram nos principais festivais do mundo (Rock Am Ring, Pinkpop, Download) ganharam diversos prêmios (“Revolver Golden Awards” e “Golden God Awards”) e estavam em destaque no cenário do Heavy Metal.

Desde o último álbum, porém, a banda vinha apenas trabalhando em trilhas sonoras para os jogos da série Call Of Duty: Black Ops. “Not Ready To Die” e “Carry On” serviram para matar a saudade dos fãs, e para apresentar o baterista Arin Ilejay (Confide) – substituto de Mike Portnoy, que participou das gravações e da turnê de Nightmare, após a morte de The Rev. Ainda assim, 2 singles era pouco para fãs tão exigentes.

Em Janeiro de 2013, então, a banda entrou em estúdio para iniciar as gravações do novo álbum. Hail To The King foi produzido por Mike Elizondo, que já havia sido o responsável pela produção do último álbum da banda. E foi a primeira vez sem alguma contribuição do falecido The Rev – encontrado morto em sua residência, em 28 de Dezembro de 2009, devido a uma overdose de álcool e remédios.

Segundo os próprios integrantes, o 6º álbum de estúdio da banda possui riffs bastante marcantes e uma bateria pesada, além de fortes influências de bandas clássicas - como Led Zeppelin e Black Sabbath. (Se quiserem saber mais, recomendo assistirem esta entrevista aqui).

De fato, Hail To The King abandona o “lado Progressivo” de Nightmare e mescla uma influência do Power Metal – bastante presente – com um retorno às origens da banda, trazendo uma sonoridade parecida aos álbuns City Of Evil (2005) e Avenged Sevenfold (2007), por exemplo.

Particularmente, gostei do estilo e da proposta da banda: Ser intenso e pesado mesmo com um maior espaço entre as notas. Ou seja, provando que Heavy Metal de verdade não precisa ser sinônimo de velocidade ou de mil notas por segundo. Sem dúvidas, um dos destaques de 2013 até então e, possivelmente, um dos melhores do ano.

Vale lembrar que a banda será uma das atrações do Rock In Rio 2013. Eles se apresentarão no dia 22, no mesmo dia de Iron Maiden, Slayer e Kiara Rocks, no palco principal do festival.


Algumas impressões e curiosidades do álbum que gostaria de compartilhar:

  • Shepherd Of Fire – Ritmo contagiante da bateria. Ótima escolha para a abertura do álbum.
  • Crimson Day – A balada surpreendente - ao melhor estilo “So Far Away” - foi escrita por Matt Shadows e inspirada no nascimento de seu filho.
  • Hail To The King – Ótima música. Letra interessante. Música contagiante e que embalará os fãs durante os shows da banda.
  • Acid Rain – Finaliza em alto nível o álbum. Uma balada sombria e profunda.
  • St. James – Em memória aos bons momentos de The Rev. Faixa bônus que justifica a compra da versão Deluxe do álbum.


.: Tracklist :.

1 - “Shepherd of Fire” (Ouvir)
2 - “Hail to the King” (Ouvir)
3 - “Doing Time”
4 - “This Means War” (Ouvir)
5 - “Requiem” (Ouvir)
6 - “Crimson Day” (Ouvir)
7 - “Heretic” (Ouvir)
8 - “Coming Home”
9 - “Planets” (Ouvir)
10 - “Acid Rain” (Ouvir)

St. James (Bonus Track) (Ouvir)


Senhoras e senhores, saúdem os novos reis do Heavy Metal!

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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Primeiras Impressões - "Hail To The King" (Single)

Há algumas semanas, escrevi um pequeno texto relacionado à divulgação de "Hail To The King" - novo single do Avenged Sevenfold. Como faz bastante tempo que não posto nada por aqui, gostaria de compartilhar minhas primeiras impressões da música com vocês:

“O que esperar do novo som da banda?” – indagava-me antes de começar a ouvir o primeiro dedilhado do riff inicial da música – feito por Synyster Gates -, acompanhado pelo toque seco de madeira na cúpula do prato de Arin. Aqueles míseros 30 segundos de música me emocionaram logo de cara. Mais do que isso. Pareciam um aviso: “O Avenged Sevenfold estava de volta, e rei não perde a majestade. Prepare-se para mais uma experiência. Prepare-se para mais surpresas com esta banda tão amada e odiada, ao mesmo tempo”.
 Tive a felicidade de reviver toda a ansiedade de espera e de aflição que vivi antes do lançamento do videoclipe de “Nightmare”, em 2010. Mas dessa vez, sabia que seria diferente. Logo de cara, não me sentia envolto da comoção internacional que houve com a morte do baterista James Owen Sullivan, o famoso - e querido - “The Rev”.
 Mais do que uma simples “superação” em relação ao falecimento do músico, aos poucos, parece que o novo baterista – Arin Ilejay – vai assumindo seu posto como uma das peças mais importantes para o grupo. Após ficar responsável pela bateria da banda e gravar “Not Ready To Die” e “Carry On” – para a série de games Call Of Duty -, “Hail To The King” será o 1º álbum da banda do qual ele fará parte.
 Em relação ao single, na medida em que a música continua e cresce, percebemos uma sonoridade mais puxada para o Hard Rock e com fortes influências na temática do Power Metal. “Hail to the king! Hail to the one!”, canta - o agora cabeludo - Matt Shadows, e parece ser um prato cheio para o coro dos fãs durante os próximos shows da turnê. Na música, a banda deixa de flertar com o “progressivismo” de “Nightmare” (2010) e parece ter resgatado de vez suas origens, ao trazer de volta uma sonoridade presente em álbuns como “City Of Evil” (2005) e “Waking The Fallen” (2003).
 Para os fãs, resta aguardar ansiosamente até meados de Agosto para o lançamento do álbum. Seu lançamento está previsto para os dias 23 (Europa, Nova Zelândia e Austrália) e 27 (EUA e Canadá) deste mês.

Em breve - se meu tempo livre permitir - gostaria de trazer uma review completa do álbum.

 O que vocês acham? Se possível, deixem nos comentários!

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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

CD - Green Day - "¡Tré!" (2012)



(Se você ainda não conferiu as antigas resenhas, eu recomendo as ler para um melhor entendimento!)

Como dito anteriormente pelo próprio Billie Joe Armstrong, o álbum seria o “gran finale” de toda a trilogia. E como toda boa trilogia, conseguiu prender seus fãs até seu lançamento (antecipado para Dezembro de 2012), incorporar aspectos dos 2 álbuns previamente lançados, e ainda ser original.

O álbum mescla a sonoridade indie e pop-punk de “¡Uno!” com o “garage rock” de “¡Dos!” – é verdade – mas, ainda assim, consegue ser caprichoso. Entre os 3, é o que mais apresenta influências de um quase esquecido “ópera rock”.

O início do “fim” é feito com “Brutal Love”. Com certeza, o álbum já começa impressionando bastante. Violinos, metais, coros de Mike Dirnt e cia., e até um pequeno solo vocal de Billie Joe, seguido por uma virada marcante de Tré Cool, na bateria.

Conforme o álbum vai se desenvolvendo, notamos as influências dos antigos álbuns da banda. Para quem é fã de carteirinha – assim como eu – é quase que um “revival” de tantas fases do grupo. Mas isso não é uma coisa ruim. Muito pelo contrário!

O final é de cair o queixo. Depois de tanto Rock N’ Roll, a última música é tocada com um piano e repleta de arranjos de violinos. Amazing!

Muito se discutiu sobre o fato da banda punk ter lançado 37 músicas em menos de 4 meses. Diziam que era muito o que se escutar em pouco tempo, e que as pessoas não conseguiriam escutar todo o material...

Na minha opinião, isso tudo é bobagem! Vale bastante a pena escutar todas as músicas, ou seja, os 3 álbuns da trilogia. Fiz questão de escutá-los várias vezes para poder trazer uma melhor impressão aqui para vocês - por isso demorei um pouco para escrever esta resenha.

Pode ser que “¡Tré!” seja, inclusive, o futuro “som” da banda americana. O por quê desta incerteza é bem simples. Quando o trio verde parecia já esquecido (anos 2000), eles lançaram o premiadíssimo “American Idiot” - importante, não só para a carreira da banda, mas também para o Rock. Ou seja, não há como prever os passos desses caras.

“Foi a última vez em que eu vi Rock N’ Roll de verdade na MTV”

Show surpresa em pleno Reading Festival 2012

Curiosidades:

  • Tré Cool, baterista e capa do álbum, completou 40 anos de idade próximo ao lançamento do mesmo.


  • “The Forgotten” é trilha do filme “Amanhecer – Parte 2. Ironicamente, o filme marca o fim da saga Crepúsculo.


  • Recentemente, em um evento realizado durante a edição deste ano dos X Games - em Aspen, Colorado - foi lançado o documentário "¡Cuatro!" (sim, o nome foi alterado), que mostrará um pouco sobre os bastidores das gravações dos 3 álbuns. Vou deixar o trailer no video abaixo, para vocês:



.: Tracklist :.

1 – “Brutal Love” (Ouvir)
2 – “Missing You” (Ouvir)
3 – “8th Avenue Serenade” (Ouvir)
4 – “Drama Queen”
5 – “X-Kid” (Ouvir)
6 – “Sex, Drugs & Violence”
7 – “A Little Boy Named Train”
8 – “Amanda”
9 – “Walk Away” (Ouvir)
10 – “Dirty Rotten Bastards” (Ouvir)
11 – “99 Revolutions” (Ouvir)
12 – “The Forgotten” (Ouvir)

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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

CD - Tremonti - "All I Was" (2012)



O que fazer quando você compõe demais e suas músicas não encaixam nem no Creed e no Alter Bridge? Você as lança em um projeto solo! Ao menos foi essa a idéia de Mark Tremonti – guitarrista e membro fundador de ambas estas bandas.

Lançado no dia 17 de Julho de 2012, com influências do Trash Metal e do Hard Rock, o albúm é um baita de uma surpresa – misturando de forma bastante interessante melodia e instrumental pesado. As gravações começaram durante os 3 meses em que o vocalista Myles Kennedy (Alter Bridge) entrou em turnê com o guitarrista Slash, e Scott Stapp (Creed) estava em carreira solo.

O próprio Mark quem ficou responsável por assumir os vocais. E sim, diferentemente do que podíamos pensar, ficou excelente! A banda ainda conta com o baixista e guitarrista Eric Friedman (Creed/Projected) e o baterista Garrett Whitlock – ambos ex-membros da banda Submersed -, e que ficam responsáveis por deixar o albúm ainda mais reforçado. O baixista Brian Marshall (Creed/Alter Bridge) participou das gravações do álbum, porém, foi substituído por Wolfgan Van Halen (filho de Eddie Van Halen) durante a turnê de divulgação do disco - por motivos pessoais.

“Particularmente, como baterista, faço questão de destacar a bateria de Garrett em “All I Was”. Fui pego de surpresa e até mesmo “desprevenido” enquanto o escutava pela 1ª vez.”

Meus destaques vão para a pesadíssima “Wish You Well”, a melódica “The Things I’ve Seen” e a faixa de encerramento “Decay”. Além delas, deixarei em negrito ao final deste post algumas outras que, na minha opinião, não devem ser puladas.

As músicas presentes, por vezes, nos remetem às outras bandas de Mark. Porém, sem perder sua individualidade. De fato, ouso dizer que estas composições conseguiram manter a harmonia e o melódico do Alter Bridge e do Creed, mas que foram além no quesito “pesado”.

Pra quem é fã de músicas como “White Knuckles” (Alter Bridge) e “Bullets” (Creed), com certeza, deve dar uma conferida neste trabalho.


.: Tracklist :.

1 - "Leave It Alone" (Ouvir)
2 - "So You're Afraid" (Ouvir)
3 - "Wish You Well" (Ouvir)
4 - "Brains"
5 - "The Things I've Seen" (Ouvir)
6 - "You Waste Your Time" (Ouvir)
7 - "New Way Out"
8 - "Giving Up"
9 - "Proof"
10 - "All I Was" (Ouvir)
11 - "Doesn't Matter" (Ouvir)
12 - "Decay" (Ouvir)

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domingo, 25 de novembro de 2012

CD - Green Day - "¡Dos!" (2012)



O 2º albúm da trilogia "¡Uno!, ¡Dos! e ¡Tré!" da banda americana Green Day possui uma sonoridade mais de “Rock de garagem”, que mescla rockabilly com punk de uma forma mais direta. Assim como o 1º da série, ¡Dos! apresenta composições com temas mais cotidianos, ou seja, sem a mínima intenção de criar algum tipo de história contada a medida em que as faixas passam. Desta forma, apesar da temática de trilogia, a banda se distancia, novamente, da proposta de seus antecessores American Idiot (2004) e 21st Century Breakdown (2009).

Por outro lado, quem já ouviu Foxboro Hot Tubs (banda paralela dos integrantes do Green Day) e seu único CD Stop Drop and Roll!!! (2008) irá perceber diversas semelhanças entre ambos os albúns. Não é pra menos! A faixa “Fuck Time”, por exemplo, era originalmente uma faixa tocada pelo projeto cujo som se assemelha ao rock clássico dos anos 60. Seguindo esta mesma linha, podemos citar também “Stop When The Red Lights Flash”, “Lazy Ones”, “Makeout Party” e “Stray Heart”

Esta última foi o 1º single lançado do albúm. Possui uma linha de baixo bastante marcante e uma influência de rockabilly bastante divertida. É, sem dúvidas, a música de maior destaque e de maior popularidade. Na minha opinião, é a que tem maiores chances de ser aproveitada pela banda, também, nas próximas turnês.

Um pouco mais abaixo na lista de músicas, temos “Nightlife” – que conta com a participação especial da cantora Lady Cobra (Mystic Knights of the Cobra). A música possui uma temática mais sombria acompanhada por partes cantadas de rap. No mínimo, um tanto quanto exótico!

Se “See You Tonight” serviu de introdução - com pouco mais de 1 minuto de gravação -, “Amy” veio para fechar com chave de ouro: Simples; Direta; Marcante. A canção, além de ser uma homenagem à falecida cantora Amy Winehouse (1983-2011), possui uma melodia lindíssima, e é cantada da mesma forma da faixa inicial do albúm - interpretada por Billie Joe com apenas voz e violão. Simplesmente, Amazing!


Curiosidades:

  • Após o lançamento do do disco ¡Uno!, a banda entrou em turnê. Após um show um tanto quanto "polêmico" no iHeart Music Festival 2012 - que teve desde xingamentos à organização do evento até quebra de instrumentos - o guitarrista/vocalista Billie Joe Armstrong foi internado em uma clínica de reabilitação, por abuso de bebidas alcoólicas. Confira a confusão no video abaixo:


  • Devido ao fato, o trio teve de cancelar diversas apresentações previamente marcadas. Também por conta do acontecido, fora decido que o 3º albúm - ¡Tré! - terá sua data de lançamento antecipada para o dia 13 de Dezembro de 2012.


.: Tracklist :.

1 - "See You Tonight"
2 - "Fuck Time" (Ouvir)
3 - "Stop When the Red Lights Flash" (Ouvir)
4 - "Lazy Bones" (Ouvir) 
5 - "Wild One" (Ouvir)
6 - "Makeout Party" (Ouvir)
7 - "Stray Heart" (Ouvir)
8 - "Ashley"
9 - "Baby Eyes"
10 - "Lady Cobra"
11 - "Nightlife"
12 - "Wow! That's Loud"
13 - "Amy" (Ouvir)



Obrigado pela leitura!

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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Sugestão de banda - Temple Of The Dog


Que a cidade de Seattle é considerada o berço do grunge, isso talvez você já saiba...

Porém, provavelmente, você não sabia da existência deste supergrupo - formado por integrantes de 2 das maiores bandas do sub-gênero: Pearl Jam e Soundgarden.


Temple Of The Dog foi formada em homenagem ao falecido vocalista da banda Mother Love Bone, Andrew Wood - vítima de uma overdose de heroína, em Março de 1990. Sua banda foi uma das das pioneiras do estilo grunge.

Formação:

Chris Cornell (vocalista), um ex-colega de quarto de Wood, resolveu juntar-se à Stone Gossard e Jeff Ament (respectivamente, ex-guitarrista e ex-baixista do Mother Love Bone) para a gravação de 2 faixas compostas logo após a morte de Andrew. Para completar a banda, foram chamados Matt Cameron e Mike McCready - baterista e guitarrista, respectivamente.

Neste mesmo período, Gossard, Ament e McCready estavam ensaiando juntos e dando os primeiros passos do que viria a se tornar, mais tarde, o Pearl Jam. Ao enviar uma fita demo para Jack Irons, ex-baterista do Red Hot Chili Peppers, o trio buscava um baterista e um vocalista para fazerem parte do projeto. Apesar da resposta negativa de Jack, ele repassa a cassete a um amigo da Califórnia, chamado Eddie Vedder. Vindo diretamente de San Diego, Vedder participa das gravações do albúm, fazendo 2ª voz em algumas músicas.

Discografia:


A banda possui apenas 1 albúm, o homônimo "Temple Of The Dog" – produzido por Rick Parashar e gravado em apenas 15 dias. O albúm possui uma sonoridade lenta e melódica, com temas diversos. As faixas "Reach Down" e "Say Hello 2 Heaven", por exemplo, foram escritas por Chris logo após o falecimento de seu amigo. Já "Hunger Strike", um dueto entre Vedder e Cornell, possui um cunho mais político e social.

Apesar de ter sido bem recebido pelos críticos, sua repercussão não fora tão grande. Logo após o lançamento do albúm, tanto Soundgarden quanto Pearl Jam optaram por dar preferência às gravações de seus futuros álbuns, levando o projeto ao seu fim.

Curiosidades:

  • O nome da banda é uma referência à música "Man Of Golden Words", do Mother Love Bone. Nela, há a frase: "Seems I've been living in the temple of the dog".


  • A atual formação do Pearl Jam é composta por todos os ex-membros do Temple Of The Dog, a não ser por Chris Cornell. Recentemente, durante as comemorações de 20 anos da banda, Cornell participou de alguns shows - reeditando a parceria com os demais ex-integrantes.


Videos:

Confira uma lista de videos selecionados por mim relacionados à banda:

(Hunger Strike - Videoclipe)

(Hunger Strike - Pearl Jam & Chris Cornell)

(Call Me A Dog - Chris Cornell)


Mesmo não sendo um projeto tão popular ou tão comentado, o projeto é uma verdadeira preciosidade. Com letras interessantes e bem trabalhadas, o albúm é mais do que obrigatório para fãs de grunge, e faz parte da história de duas bandas de destaque internacional.


Obrigado por ler! Deixe seu comentário abaixo!