segunda-feira, 16 de setembro de 2013

CD - Avenged Sevenfold - "Hail To The King" (2013)


Após o sucesso estrondoso de Nightmare, os meninos de Huntington Beach tocaram nos principais festivais do mundo (Rock Am Ring, Pinkpop, Download) ganharam diversos prêmios (“Revolver Golden Awards” e “Golden God Awards”) e estavam em destaque no cenário do Heavy Metal.

Desde o último álbum, porém, a banda vinha apenas trabalhando em trilhas sonoras para os jogos da série Call Of Duty: Black Ops. “Not Ready To Die” e “Carry On” serviram para matar a saudade dos fãs, e para apresentar o baterista Arin Ilejay (Confide) – substituto de Mike Portnoy, que participou das gravações e da turnê de Nightmare, após a morte de The Rev. Ainda assim, 2 singles era pouco para fãs tão exigentes.

Em Janeiro de 2013, então, a banda entrou em estúdio para iniciar as gravações do novo álbum. Hail To The King foi produzido por Mike Elizondo, que já havia sido o responsável pela produção do último álbum da banda. E foi a primeira vez sem alguma contribuição do falecido The Rev – encontrado morto em sua residência, em 28 de Dezembro de 2009, devido a uma overdose de álcool e remédios.

Segundo os próprios integrantes, o 6º álbum de estúdio da banda possui riffs bastante marcantes e uma bateria pesada, além de fortes influências de bandas clássicas - como Led Zeppelin e Black Sabbath. (Se quiserem saber mais, recomendo assistirem esta entrevista aqui).

De fato, Hail To The King abandona o “lado Progressivo” de Nightmare e mescla uma influência do Power Metal – bastante presente – com um retorno às origens da banda, trazendo uma sonoridade parecida aos álbuns City Of Evil (2005) e Avenged Sevenfold (2007), por exemplo.

Particularmente, gostei do estilo e da proposta da banda: Ser intenso e pesado mesmo com um maior espaço entre as notas. Ou seja, provando que Heavy Metal de verdade não precisa ser sinônimo de velocidade ou de mil notas por segundo. Sem dúvidas, um dos destaques de 2013 até então e, possivelmente, um dos melhores do ano.

Vale lembrar que a banda será uma das atrações do Rock In Rio 2013. Eles se apresentarão no dia 22, no mesmo dia de Iron Maiden, Slayer e Kiara Rocks, no palco principal do festival.


Algumas impressões e curiosidades do álbum que gostaria de compartilhar:

  • Shepherd Of Fire – Ritmo contagiante da bateria. Ótima escolha para a abertura do álbum.
  • Crimson Day – A balada surpreendente - ao melhor estilo “So Far Away” - foi escrita por Matt Shadows e inspirada no nascimento de seu filho.
  • Hail To The King – Ótima música. Letra interessante. Música contagiante e que embalará os fãs durante os shows da banda.
  • Acid Rain – Finaliza em alto nível o álbum. Uma balada sombria e profunda.
  • St. James – Em memória aos bons momentos de The Rev. Faixa bônus que justifica a compra da versão Deluxe do álbum.


.: Tracklist :.

1 - “Shepherd of Fire” (Ouvir)
2 - “Hail to the King” (Ouvir)
3 - “Doing Time”
4 - “This Means War” (Ouvir)
5 - “Requiem” (Ouvir)
6 - “Crimson Day” (Ouvir)
7 - “Heretic” (Ouvir)
8 - “Coming Home”
9 - “Planets” (Ouvir)
10 - “Acid Rain” (Ouvir)

St. James (Bonus Track) (Ouvir)


Senhoras e senhores, saúdem os novos reis do Heavy Metal!

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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Primeiras Impressões - "Hail To The King" (Single)

Há algumas semanas, escrevi um pequeno texto relacionado à divulgação de "Hail To The King" - novo single do Avenged Sevenfold. Como faz bastante tempo que não posto nada por aqui, gostaria de compartilhar minhas primeiras impressões da música com vocês:

“O que esperar do novo som da banda?” – indagava-me antes de começar a ouvir o primeiro dedilhado do riff inicial da música – feito por Synyster Gates -, acompanhado pelo toque seco de madeira na cúpula do prato de Arin. Aqueles míseros 30 segundos de música me emocionaram logo de cara. Mais do que isso. Pareciam um aviso: “O Avenged Sevenfold estava de volta, e rei não perde a majestade. Prepare-se para mais uma experiência. Prepare-se para mais surpresas com esta banda tão amada e odiada, ao mesmo tempo”.
 Tive a felicidade de reviver toda a ansiedade de espera e de aflição que vivi antes do lançamento do videoclipe de “Nightmare”, em 2010. Mas dessa vez, sabia que seria diferente. Logo de cara, não me sentia envolto da comoção internacional que houve com a morte do baterista James Owen Sullivan, o famoso - e querido - “The Rev”.
 Mais do que uma simples “superação” em relação ao falecimento do músico, aos poucos, parece que o novo baterista – Arin Ilejay – vai assumindo seu posto como uma das peças mais importantes para o grupo. Após ficar responsável pela bateria da banda e gravar “Not Ready To Die” e “Carry On” – para a série de games Call Of Duty -, “Hail To The King” será o 1º álbum da banda do qual ele fará parte.
 Em relação ao single, na medida em que a música continua e cresce, percebemos uma sonoridade mais puxada para o Hard Rock e com fortes influências na temática do Power Metal. “Hail to the king! Hail to the one!”, canta - o agora cabeludo - Matt Shadows, e parece ser um prato cheio para o coro dos fãs durante os próximos shows da turnê. Na música, a banda deixa de flertar com o “progressivismo” de “Nightmare” (2010) e parece ter resgatado de vez suas origens, ao trazer de volta uma sonoridade presente em álbuns como “City Of Evil” (2005) e “Waking The Fallen” (2003).
 Para os fãs, resta aguardar ansiosamente até meados de Agosto para o lançamento do álbum. Seu lançamento está previsto para os dias 23 (Europa, Nova Zelândia e Austrália) e 27 (EUA e Canadá) deste mês.

Em breve - se meu tempo livre permitir - gostaria de trazer uma review completa do álbum.

 O que vocês acham? Se possível, deixem nos comentários!

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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

CD - Green Day - "¡Tré!" (2012)



(Se você ainda não conferiu as antigas resenhas, eu recomendo as ler para um melhor entendimento!)

Como dito anteriormente pelo próprio Billie Joe Armstrong, o álbum seria o “gran finale” de toda a trilogia. E como toda boa trilogia, conseguiu prender seus fãs até seu lançamento (antecipado para Dezembro de 2012), incorporar aspectos dos 2 álbuns previamente lançados, e ainda ser original.

O álbum mescla a sonoridade indie e pop-punk de “¡Uno!” com o “garage rock” de “¡Dos!” – é verdade – mas, ainda assim, consegue ser caprichoso. Entre os 3, é o que mais apresenta influências de um quase esquecido “ópera rock”.

O início do “fim” é feito com “Brutal Love”. Com certeza, o álbum já começa impressionando bastante. Violinos, metais, coros de Mike Dirnt e cia., e até um pequeno solo vocal de Billie Joe, seguido por uma virada marcante de Tré Cool, na bateria.

Conforme o álbum vai se desenvolvendo, notamos as influências dos antigos álbuns da banda. Para quem é fã de carteirinha – assim como eu – é quase que um “revival” de tantas fases do grupo. Mas isso não é uma coisa ruim. Muito pelo contrário!

O final é de cair o queixo. Depois de tanto Rock N’ Roll, a última música é tocada com um piano e repleta de arranjos de violinos. Amazing!

Muito se discutiu sobre o fato da banda punk ter lançado 37 músicas em menos de 4 meses. Diziam que era muito o que se escutar em pouco tempo, e que as pessoas não conseguiriam escutar todo o material...

Na minha opinião, isso tudo é bobagem! Vale bastante a pena escutar todas as músicas, ou seja, os 3 álbuns da trilogia. Fiz questão de escutá-los várias vezes para poder trazer uma melhor impressão aqui para vocês - por isso demorei um pouco para escrever esta resenha.

Pode ser que “¡Tré!” seja, inclusive, o futuro “som” da banda americana. O por quê desta incerteza é bem simples. Quando o trio verde parecia já esquecido (anos 2000), eles lançaram o premiadíssimo “American Idiot” - importante, não só para a carreira da banda, mas também para o Rock. Ou seja, não há como prever os passos desses caras.

“Foi a última vez em que eu vi Rock N’ Roll de verdade na MTV”

Show surpresa em pleno Reading Festival 2012

Curiosidades:

  • Tré Cool, baterista e capa do álbum, completou 40 anos de idade próximo ao lançamento do mesmo.


  • “The Forgotten” é trilha do filme “Amanhecer – Parte 2. Ironicamente, o filme marca o fim da saga Crepúsculo.


  • Recentemente, em um evento realizado durante a edição deste ano dos X Games - em Aspen, Colorado - foi lançado o documentário "¡Cuatro!" (sim, o nome foi alterado), que mostrará um pouco sobre os bastidores das gravações dos 3 álbuns. Vou deixar o trailer no video abaixo, para vocês:



.: Tracklist :.

1 – “Brutal Love” (Ouvir)
2 – “Missing You” (Ouvir)
3 – “8th Avenue Serenade” (Ouvir)
4 – “Drama Queen”
5 – “X-Kid” (Ouvir)
6 – “Sex, Drugs & Violence”
7 – “A Little Boy Named Train”
8 – “Amanda”
9 – “Walk Away” (Ouvir)
10 – “Dirty Rotten Bastards” (Ouvir)
11 – “99 Revolutions” (Ouvir)
12 – “The Forgotten” (Ouvir)

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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

CD - Tremonti - "All I Was" (2012)



O que fazer quando você compõe demais e suas músicas não encaixam nem no Creed e no Alter Bridge? Você as lança em um projeto solo! Ao menos foi essa a idéia de Mark Tremonti – guitarrista e membro fundador de ambas estas bandas.

Lançado no dia 17 de Julho de 2012, com influências do Trash Metal e do Hard Rock, o albúm é um baita de uma surpresa – misturando de forma bastante interessante melodia e instrumental pesado. As gravações começaram durante os 3 meses em que o vocalista Myles Kennedy (Alter Bridge) entrou em turnê com o guitarrista Slash, e Scott Stapp (Creed) estava em carreira solo.

O próprio Mark quem ficou responsável por assumir os vocais. E sim, diferentemente do que podíamos pensar, ficou excelente! A banda ainda conta com o baixista e guitarrista Eric Friedman (Creed/Projected) e o baterista Garrett Whitlock – ambos ex-membros da banda Submersed -, e que ficam responsáveis por deixar o albúm ainda mais reforçado. O baixista Brian Marshall (Creed/Alter Bridge) participou das gravações do álbum, porém, foi substituído por Wolfgan Van Halen (filho de Eddie Van Halen) durante a turnê de divulgação do disco - por motivos pessoais.

“Particularmente, como baterista, faço questão de destacar a bateria de Garrett em “All I Was”. Fui pego de surpresa e até mesmo “desprevenido” enquanto o escutava pela 1ª vez.”

Meus destaques vão para a pesadíssima “Wish You Well”, a melódica “The Things I’ve Seen” e a faixa de encerramento “Decay”. Além delas, deixarei em negrito ao final deste post algumas outras que, na minha opinião, não devem ser puladas.

As músicas presentes, por vezes, nos remetem às outras bandas de Mark. Porém, sem perder sua individualidade. De fato, ouso dizer que estas composições conseguiram manter a harmonia e o melódico do Alter Bridge e do Creed, mas que foram além no quesito “pesado”.

Pra quem é fã de músicas como “White Knuckles” (Alter Bridge) e “Bullets” (Creed), com certeza, deve dar uma conferida neste trabalho.


.: Tracklist :.

1 - "Leave It Alone" (Ouvir)
2 - "So You're Afraid" (Ouvir)
3 - "Wish You Well" (Ouvir)
4 - "Brains"
5 - "The Things I've Seen" (Ouvir)
6 - "You Waste Your Time" (Ouvir)
7 - "New Way Out"
8 - "Giving Up"
9 - "Proof"
10 - "All I Was" (Ouvir)
11 - "Doesn't Matter" (Ouvir)
12 - "Decay" (Ouvir)

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